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O que é agilidade emocional e qual é sua importância para a liderança

Por Paul Goyette em 20 de Agosto de 2019

Você já ouviu falar de agilidade emocional? Esse termo, cunhado pela Harvard Business Review, está vinculado ao termo inteligência emocional, que é mais conhecido, mas esses dois conceitos são distintos.

Inteligência emocional refere-se à capacidade de conhecer e controlar as próprias emoções. Agilidade emocional, por outro lado, é a habilidade de lidar com as experiências internas de maneira consciente e produtiva.

As diferenças entre inteligência emocional e agilidade emocional podem causar um grande impacto no desempenho e no modo como líderes tratam as outras pessoas no ambiente de trabalho. Assim como no caso da inteligência emocional, a agilidade emocional exige que a pessoa esteja em sintonia com as próprias emoções, mas o foco não é a supressão nem o controle delas. Você pode ter inteligência emocional, mas ainda assim não ter agilidade emocional (embora o contrário não seja possível). Você poderá melhorar sua liderança ao se tornar uma pessoa mais emocionalmente ágil. A rigidez emocional, por outro lado, pode comprometer sua capacidade de liderar com eficácia e tomar as melhores decisões para sua equipe. Saiba mais:

Como a falta de agilidade emocional afeta a liderança

É esperado que líderes sempre “mantenham o controle”. Por conta disso, eles costumam suprimir as emoções negativas ou deixá-las de lado no ambiente corporativo. Na realidade, porém, eles passam a depender dessas emoções, criando hábitos pouco saudáveis e insustentáveis para tentar controlá-las, como Susan David, autora do livro Agilidade Emocional, explicou na HBR. Quando líderes se tornam dependentes de suas emoções negativas, o pensamento deles se torna rígido e repetitivo. Eles ficam presos a padrões antigos. Isso não é algo positivo para os líderes, já que uma liderança superior exige um alto nível de agilidade. Além disso, a falta de agilidade emocional em uma equipe de liderança pode dificultar a inovação e impedir o desenvolvimento pessoal.


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A falta de agilidade emocional também pode afetar as habilidades de tomada de decisão dos líderes. Talvez eles tentem evitar novas situações ou desafios que possam desencadear seus pensamentos negativos, perdendo oportunidades que seriam proveitosas para eles e para a empresa. Outros podem seguir o caminho oposto, tentando afastar intencionalmente seus pensamentos negativos ao enfrentar situações sem o preparo necessário ou agir contra seus valores. De um jeito ou de outro, esses líderes permitem que as emoções negativas fiquem no controle, em vez de tomar decisões racionais na empresa.

No fim das contas, líderes sempre devem pensar em como suas ações influenciam as pessoas ao redor. Para os colaboradores, a inflexibilidade emocional é um mau exemplo. Eles se espelham nos comportamentos de seus líderes, seguindo e adotando os estilos emocionais negativos de líderes que não são emocionalmente ágeis. Isso pode resultar em uma cultura de trabalho tóxica, na qual emoções são suprimidas, não há liberdade de expressão ou explosões emocionais passam a fazer parte da rotina.

Como líderes podem se tornar mais emocionalmente ágeis

O custo de manter a rigidez emocional é evidente. Tornar-se mais emocionalmente ágil, por outro lado, pode ajudar você a se tornar um líder de alto nível que promove mudanças e adota uma cultura organizacional dinâmica. Confira duas atitudes para se tornar um líder mais emocionalmente ágil no ambiente de trabalho:

1. Pratique a aceitação.

Em vez de lutar contra as emoções negativas ou tentar fugir delas, líderes devem primeiro aceitá-las e se permitir senti-las por completo. Infelizmente, tomar esse tipo de atitude é algo difícil para os líderes por causa das generalizações associadas à liderança. Por exemplo, uma pesquisa revelou recentemente que a característica mais importante para um líder é a positividade. Com expectativas como essa, de que líderes devem estar sempre de bom humor e motivar as pessoas, é difícil para que eles aceitem suas emoções negativas. Ao aceitá-las, porém, os líderes têm a chance de servir de exemplo e mostrar aos colaboradores jeitos saudáveis de lidar com as emoções, ao mesmo tempo em que evitam tomar decisões importantes com base nelas.

2. Tome atitudes com base em seus valores, não apenas em suas emoções.

Há uma diferença entre aceitação e ação. Aceitar suas emoções negativas não significa que você deve agir de acordo com elas. Na verdade, Susan David recomenda que, antes de agir sob influência das emoções, os líderes devem avaliar se essa reação ainda estará de acordo com os valores deles ou ajudará outras pessoas na empresa. A tomada de decisão com base em valores, em vez de emoções, também pode ajudar os líderes a construir uma cultura de trabalho fundamentada em valores. Os líderes podem usar os valores definidos pela organização para orientar suas ações, em vez de depender de suas emoções.

A forma como os líderes lidam com suas emoções no ambiente de trabalho causa um grande impacto na cultura e nas iniciativas organizacionais, além de influenciar o bem-estar dos próprios líderes. A agilidade emocional prepara os líderes para lidar com as emoções negativas de maneiras saudáveis e produtivas, embora o desenvolvimento dessa habilidade exija prática e suporte. Há apoio para o desenvolvimento de líderes emocionalmente ágeis em seu ambiente de trabalho? Se a resposta for negativa, o que você acha que falta para que isso aconteça?

 

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