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Como engajar os millennials com a aprendizagem experiencial

Por Sue Wigston em 13 de Novembro de 2018

A geração denominada millennial é muitas vezes rotulada como um dos dois extremos: descontentes e qualificados ou ambiciosos e idealistas. Embora muitos achem essa geração (pessoas nascidas entre 1980 e meados de 1990) frustrante, nós acreditamos que é hora de mudar a abordagem em relação aos millennials no ambiente de trabalho. Afinal, os objetivos de carreira e os hábitos de trabalho dessa geração não são tão diferentes dos de seus colegas de trabalho — com frequência bem alinhados com as características da geração anterior.

Mas em que diferem os millennials? Com que eles se importam? Como podemos reter esses futuros líderes em nossa empresa? De acordo com uma pesquisa da Deloitte, 42% dos millennials que buscam um novo emprego acreditam que seu trabalho atual não aproveita bem seus conhecimentos e habilidades. Aqueles que planejam trocar de emprego citam a falta de progresso na carreira (37%) e de desafios (27%) como os principais fatores que influenciaram nessa decisão. Uma outra pesquisa da Deloitte descobriu que, segundo 63% dos millennials entrevistados, suas habilidades de liderança não estão sendo totalmente desenvolvidas. Enquanto os millennials querem coaching e feedback da liderança sênior, apenas 7% das empresas investem em programas de coaching e mentoria com os líderes seniores. 

Por fim, a maior diferença entre a geração do milênio e as demais é a verbalização explícita dos objetivos e das necessidades deles em relação à empresa. De qualquer maneira, as organizações precisam ouvir esse feedback e agir para construir uma empresa de futuros líderes engajados em seu desenvolvimento. 

Faça download das Perguntas e Respostas frequentes sobre aprendizagem  experiencial »A área de Treinamento e Desenvolvimento lidera a lista 

Uma das pesquisas da Deloitte citada acima concluiu que 86% dos millennials entendem que o sucesso de um negócio deveria ser medido por fatores que vão além do desempenho financeiro. Por isso, educação, habilidades e treinamento deviam ser considerados igualmente importantes. A pesquisa mostra também que essa geração gosta de trabalhar em ambientes colaborativos e consensuais em vez daqueles que relacionam diretamente accountability e responsabilidade com senioridade ou remuneração. Em um estudo da PwC, percebeu-se que o desejo dos millennials de aprender e progredir aparece na visão deles do que são os benefícios oferecidos por empregadores. Ao serem questionados sobre os benefícios que mais valorizam em um empregador, os entrevistados mencionaram oportunidades de desenvolvimento e possibilidade de flexibilização do trabalho, em vez de benefícios financeiros. 

A força de trabalho de hoje em dia já superou conceitos como recompensas baseadas na estabilidade do emprego, estruturas hierárquicas e estilos controladores de liderança. Em vez disso, a geração millennial se desenvolve muito em treinamentos engajadores, práticos e relevantes. 

Com base nessa evidência, é claro que as oportunidades para desenvolvimento, coaching e mentoria não são negociáveis para millennials em ascensão. É necessário elaborar programas inclusivos de desenvolvimento de liderança para treinar futuros líderes em relação a questões relevantes, tais como trabalho em equipe, comunicação e gestão de conflitos. Independentemente de quais habilidades ou competências as empresas tentam influenciar, a preparação dos colaboradores com as principais habilidades de liderança não apenas ajuda a aumentar a produtividade deles no curto prazo, mas também os prepara para as oportunidades de liderança conforme eles se destacam. 

Oportunidades de crescimento 

É importante para as pessoas dessa geração ter uma visão clara e oportunidades consistentes para avançar na carreira. Na verdade, 87% dos millennials classificam como importante "o crescimento profissional e as oportunidades de desenvolvimento". Apenas 69% das pessoas de outras gerações disseram o mesmo. 

Contrários às iniciativas do passado, os millennials preferem programas de treinamento bem elaborados e estruturados que apoiem ativamente o crescimento pessoal e profissional. Apresentar um plano de carreira claro para chegar à a liderança — com metas intermediárias viáveis ao longo do caminho — demonstra que a empresa quer que seus colaboradores evoluam na organização. Metas intermediárias ajudam a definir estágios específicos do crescimento na carreira e objetivos claros e atingíveis. Além disso, programas de treinamento estruturados demonstram um compromisso com o futuro dos colaboradores millennials, aumentando, assim, a fidelidade. 

Aumento do engajamento dos millennials com ajuda da liderança 

Os millennials costumam ter um bom desempenho dentro de uma cadeia de comando estruturada, por isso programas de coaching direto podem dar acesso a avaliações sobre o que está funcionando e o que precisa melhorar. De acordo com pesquisa do Instituto Gallup, duas vezes mais millennials que têm reuniões frequentes com seus gestores relatam se sentir engajados no trabalho em comparação com aqueles que declaram não ter contato frequente com os gestores. Além disso, segundo uma pesquisa da Deloitte mencionada anteriormente, existem duas vezes mais chances que colaboradores dessa geração permaneçam em uma empresa por mais de cinco anos se estiverem participando de um programa de mentoria. 

Investir tempo e recursos em coaching individual e programas de mentoria traz resultados significativos com os millennials. Essa geração quer entender como seu trabalho se relaciona com os objetivos atuais e futuros da empresa. Reuniões mensais com mentores oferecem reforço contínuo para garantir que os colaboradores estejam alinhados com os objetivos da organização e continuem no caminho para avançar na carreira dentro da empresa. Isso não beneficia apenas os millennials, beneficia também os gestores. Esses programas ajudam futuros líderes a desenvolver um conjunto específico de características, comportamentos e habilidades que nem mesmo seus antecessores bem-sucedidos tinham. 

Maximização do potencial dos “nativos digitais” 

O termo “nativo digital” se refere à geração que cresceu com a tecnologia como parte do dia a dia. Da internet aos smartphones, os millennials têm acesso à informação o tempo todo. Portanto, incorporar tecnologia nos programas de treinamento e desenvolvimento ajudará a manter esses colaboradores engajados, a aumentar o caráter prático do treinamento e a reforçar bastante as mensagens e os propósitos do treinamento. 

Como a geração millennial é muito habilidosa com ferramentas digitais, os programas de treinamento podem ser aprimorados com tecnologia integrada para dar suporte ao aprendizado dos participantes e ao investimento da organização. Na era das redes sociais e da conectividade permanente, os millennials costumam interagir entre si com frequência e por meio de contatos breves, mesmo no ambiente profissional. A comunicação aberta e transparente é importante para esse grupo, e as plataformas de comunicação e redes sociais podem ser usadas internamente para disseminar informações rapidamente e solicitar feedback em tempo real para mostrar a eficácia dos programas de treinamento. 

A aprendizagem experiencial faz tudo isso 

Apesar das diferenças vistas nos millennials, muitas empresas ainda tentam engajar essa geração com métodos tradicionais de treinamento, como vídeos, estudos de caso e palestras. Embora esses métodos sejam fáceis de implantar e financeiramente viáveis, o conceito de curva do esquecimento demonstra que esses métodos trazem resultados muito limitados, pois a maioria das informações são logo esquecidas depois da conclusão do treinamento. Não apenas é possível desacelerar a curva do esquecimento, como também é possível alcançar todos os elementos mencionados que são importantes para os millennials

Viva a aprendizagem experiencial 

A aprendizagem experiencial é um aspecto crucial de qualquer iniciativa de treinamento e desenvolvimento cujo público alvo sejam os millennials. Se for aplicada corretamente, essa abordagem pode impactar diretamente a retenção do conteúdo dos colaboradores. Se as empresas oferecem aos colaboradores o que eles estão procurando, eles estarão mais inclinados a permanecer ali. Por fim, para reter talentos e minimizar o estresse e o custo da rotatividade de colaboradores, você pode otimizar as iniciativas de treinamento e desenvolvimento com a aprendizagem experiencial. 

Seus programas de treinamento estarão alinhados aos anseios dos colaboradores e provarão que valem o investimento da organização hoje e no futuro. A aprendizagem experiencial é engajadora para todos os públicos, independentemente do estilo de aprender dos participantes, e relaciona as lições ao mundo real de maneiras práticas e atingíveis. Tudo isso traz resultados comprovados. 

Um estudo de Christy Price, da Dalton State College na Georgia, lista cinco aspectos que, para os millennials, criam o ambiente ideal para a aprendizagem: 

● “Os alunos se conhecem” e “trabalham juntos em grupos”. Isso é consistente com a orientação das equipes, interdependência e desejo de conexão da geração millennial.
● A aprendizagem se torna relaxante, prazerosa e divertida.
● Os formatos para transmissão das informações incluem podcasts, atividades online, vídeo e apresentação PowerPoint.
● São usados “exemplos reais” que são “relevantes” para a cultura da empresa.
● A característica mais desejada pelos millennials entrevistados era ser “interativo” e “participativo”. 

Então, vamos dar uma olhada mais de perto nos diferentes componentes da aprendizagem experiencial que tornam tudo isso possível. 

As atividades exigem participação na prática 

Durante a atividade, os colaboradores participam em uma situação prática na qual eles têm de trabalhar juntos para resolver um problema e ter sucesso. A natureza participativa desse método de treinamento constrói convicção engajando corações, mentes e mãos dos participantes. Além de ser divertida e engajadora, a aprendizagem experiencial tem a capacidade de gerar convicção e maximiza o retorno sobre o investimento (ROI). Diferentemente dos métodos tradicionais de treinamento — nos quais os participantes podem perder o foco ou ignorar as informações —, o aspecto de jogo da aprendizagem experiencial exige que os participantes usem seu pensamento crítico e suas habilidades para resolver problemas durante toda a experiência com o objetivo de alcançar os resultados desejados. 

Os participantes se envolvem sendo eles mesmos 

Em oposição ao que ocorre com as encenações, que podem ser ignoradas por não serem fiéis à realidade dos participantes, os colaboradores participam na aprendizagem experiencial como eles mesmos. Isso demonstra aos participantes uma relação visceral de causa e efeito e explica como os comportamentos deles podem influenciar os resultados. Ao associar as lições aprendidas no treinamento com as situações da vida real por meio de uma discussão bem planejada (debriefing), os participantes criam a convicção em relação aos novos comportamentos e habilidades que devem aplicar na volta ao trabalho. 

As atividades são metáforas temáticas 

O principal diferencial da aprendizagem experiencial é a criação de cenários que simulam situações do trabalho. Por exemplo, em uma atividade de aprendizagem experiencial, você pode procurar ouro no deserto. Essa não é a realidade diária de todo mundo, mas as habilidades necessárias para ter sucesso nessa jornada são. As habilidades exigidas incluem planejamento, trabalho em equipe e colaboração. Ao separar treinamento e mundo real, os participantes podem praticar as novas habilidades em um ambiente confortável — sem medo de errar. 

Um debriefing voltado para resultados faz as devidas associações e fecha a experiência 

A relação entre a experiência e o trabalho é feita durante o debriefing. As atividades de aprendizagem experiencial são elaboradas para produzir resultados baseados nos comportamentos dos participantes e nas decisões tomadas por eles. Ao aplicar habilidades relevantes, o treinamento preenche as lacunas entre teoria e prática. Depois de finalizadas as atividades, o facilitador relaciona a experiência com situações do trabalho, ajudando os participantes a entender como aplicar essas novas habilidades no trabalho. 

A aprendizagem experiencial leva a resultados tangíveis e reais 

Ferramentas digitais de mensuração e reforço ajudam as pessoas a guardarem os conceitos do treinamento e promovem engajamento contínuo mesmo depois da conclusão do evento. Mesmo nas melhores experiências de treinamento, há o risco da queda de retenção do conteúdo se não houver ações para reforçar e mensurar a transferência da teoria para a prática. O sucesso dos programas de treinamento depende não apenas de aprender novas informações, mas também de aplicar de verdade os novos conhecimentos no trabalho. 

Ferramentas digitais, combinadas com estratégias de retenção, ajudam a combater a “curva do esquecimento” para que as pessoas retenham mais informações por mais tempo — o que traz resultados reais. 

A mensuração dos resultados e a percepção desses resultados no ambiente profissional inspiram os participantes a se manterem comprometidos com as mudanças. Quando eles estão cientes de quais resultados estão sendo monitorados, os colaboradores ficam mais inclinados a usar o que conhecem e têm à disposição para gerar os resultados esperados. Ao usar ferramentas digitais para o acompanhamento, o progresso pode ajudar a mostrar para as equipes quais áreas precisam de alguma atenção especial e quais comportamentos estão totalmente enraizados. Por fim, a mensuração digital do treinamento incentiva a mudança permanente de comportamento e leva ao sucesso individual. 

Por que sua empresa se beneficia com essa abordagem 

De modo geral, os millennials podem ser uma parte da sua força de trabalho vista de maneira distorcida. Embora o engajamento dessa geração demande uma reestruturação do seu treinamento e da estratégia de desenvolvimento, esses programas serão muito mais eficazes para todas as gerações. 

Programas de treinamento e desenvolvimento impactantes e proativos que utilizam a aprendizagem experiencial fazem a diferença. Além de dar vantagem competitiva à sua empresa, eles também ajudam a aumentar a fidelidade e construir um pipeline de liderança robusto. Criar uma cultura de sucesso e diversão — com ênfase no desenvolvimento profissional por meio do coaching — é essencial para reter e desenvolver os melhores talentos. Ao estabelecer uma base para os colaboradores contribuírem com sua equipe, as empresas estão preparando os millennials para o sucesso

Programas modernos de treinamento e desenvolvimento devem incorporar um coaching eficaz e uma aprendizagem experiencial imersiva. Quando praticam as habilidades que os levarão aos papéis de liderança no futuro em um ambiente seguro, os participantes podem aplicar os novos comportamentos sem o risco de errar. Amplie o impacto que a aprendizagem experiencial pode ter utilizando ferramentas digitais e coachings individuais que dão suporte às preferências dos millennials em relação ao uso de tecnologia e ao desenvolvimento de conexões pessoais.

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